La Romantique

Um café e um amor.Quentes,por favor!


20:22

Andando nas nuvens...

Postado por Cost |


20:20

(Lá)butaria poesia II - Flor de Liz

Postado por Cost |




Eu sou
Poeta sem boemia 
Trabalho de tarde
Trabalho de dia
Em meio à ousadia
Submerso no desejo
Sinto a euforia
Das palavras
Descontentes
Me perco
No amor ausente
Vira melancolia
Trabalho
dia e noite
noite e dia
Sem saber
onde encontrar?
Na dor
presente
Vivo assim
contente
fazendo poesia
Dia e noite
Noite e dia. - Flor de Liz.



16:00

Una flor...

Postado por Cost |


15:55

Adíos Gabo!

Postado por Cost |


22:11

...De tudo que foi um dia...

Postado por Cost |


16:51

Eu morri antes de você...

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SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio(não tenho nada, tá repreendido vixee...rsrsrs), mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser seu amigo, já é um pedaço dele..."

07:09

Lidos em 2013 :)

Postado por Cost |


* Bíblia (todos os dias)
* Harry Potter e a Câmara secreta - J.K.Rowling (releitura)
* Laços de Família - Clarice Lispector
* Sherlock Holmes: um estudo em vermelho - Sir A. Conan Doyle(releitura)
* Harry Potter e o prizioneiro de Azkaban - J.K.Rowling (releitura)
* O cortiço - Aluísio de Azevedo
* Piadas Nerds: As melhores cantadas Nerds - Ivan Baroni (Org.)
* Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
* Auto da compadecida - Ariano Suasuna (milésima rerereleitura)
* A hora da estrela - Clarice Lispector (releitura)
* O escaravelho de ouro e outras histórias - Edgar Allan Poe
* O guia do mochileiro das galáxias - Douglas Adms
* 50 tons de cinza - (NÃO COMETAM ESSE ERRO)
* O pequeno príncipe - Antoine de Saint Exupéry (todo ano eu releio esse livro para lembrar do essencial)
* Assassinatos na Academia Brasileira de Letras - Jô Soares
* Preconceito Linguístico - Marcos Bagno
* Amanhã você vai entender - Rebecca Stead
* Mensagem -Fernando Pessoa
* O misterioso caso de Styles - Agatha Christie
* D. Narcisa de Villar - Ana Luísa de Azevedo Castro
* As crônicas de Nárnia - C.S.Lewis (relendo) (Volume único)

Que esse ano eu leia beeeem mais, espero que a Universidade deixe...rsrs :P

07:06

De um amor qualquer...

Postado por Cost |



Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor

É certo que o amor começa quase sempre pelo mesmo mecanismo perfeito, preciso, inexplicável que organiza o reencontro inesperado de dois velhos conhecidos numa cidade com seis milhões de habitantes. Do nada. Nasce com a impertinência de uma espinha no rosto da debutante, da noiva ansiosa, da madrinha solteira. No descabimento de um espirro durante o orgasmo, o amor também dá o ar de sua graça. Surge como visita inesperada, resfriado, bolada na praia, multa de trânsito, mamangava, maria-fedida, vagalume, conjuntivite, cabelo branco em adolescente, flor no asfalto, passarinho em escritório.
Sem aviso, o amor rompe a membrana tênue que separa as coisas elevadas, impossíveis, da vida corriqueira e seus acontecimentos rasteiros. Dá as caras à toa, sem mais, como alguém que vai ao mercado, o despertador que não toca, a moça que acorda com raiva, o pobre que acerta na loteria, o tombo da patinadora. Porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas imprevisíveis. O amor vive no terreno do imponderável. É ali que ele respira, ali ele espera, invisível, seu tempo fortuito e incalculável de vir a ser.
Ah… o amor que adora despertar no desencontro absoluto e na coincidência escandalosa dos números inacreditáveis, na história improvável da moça que passa sete anos sozinha e, dois meses depois de engatar um namoro assim-assim, encontra um moço que viveu os mesmos sete anos casado e há dois meses — os mesmos e inacreditáveis dois meses — encerrou mais uma entre tantas tentativas de amar e ser amado. É, o amor também principia em desarranjo e escárnio divino.
Então, uma vez iniciado, o amor vive sua maior peleja: o meio. Porque difícil não é o começo e nem o fim do amor. É o meio, o que existe entre um e outro lado da história, entre a capa e a contracapa, a frente e o verso. O morno que um dia foi água pelando e no outro será gelo e indiferença. A segunda, terça, quarta e quinta feiras de todo amor.
Quando chega ao meio é que o amor se põe à prova. E só sobrevive a esse terreno esburacado e enganoso o amor dos amantes operários. O amor trabalhador. Porque é de subidas dolorosas, descidas traiçoeiras e retas sonolentas que se compõe esse meio-caminho.
Quem aprende a ficar e se manter de pé, a cair e levantar nesse território impreciso vive o amor em sua face mais primorosa. O amor parceiro de quem se sabe disposto a caminhar rumo ao inferno para estar ao lado do outro, ou na frente, ou atrás. Porque só quem sobrevive às trevas há de entrar no paraíso.
No meio do amor, é preciso perder o medo de se arrebentar inteiro no campo minado do dia a dia. Ali, os casais caminham com cuidado para não pisar em nenhuma mina, ora sabendo, ora não, que se um o fizer os dois serão atingidos na explosão, tão perto estão um do outro.

A quem supera essa fase é reservado um regalo sublime, bônus do exercício maravilhoso de amar: as lembranças. Vagas e adocicadas lembranças de longas conversas tarde da noite, ouvindo a cidade dormir lá fora. As memórias de viagens e festas, sábados de cinema, domingos de churrasco, segundas a sextas de trabalho, planos e sonhos. As reminiscências, tão sublimes quanto os instantes que as originaram. Afinal, seja qual for o tamanho do meio, um dia o amor chega ao fim.
Nesse dia, a decência dos amantes é medida pelo tamanho de seu desprendimento e de sua capacidade de engolir o pranto e dizer “adeus, seja feliz”. Porque só merece as dores e as delícias do amor aquele que um dia saiba deixar o outro ir em frente. E que aprenda a estar só novamente e a guardar a dor consigo até a dor passar, como as antigas personagens de desenho animado que engolem bananas de dinamite acesas.
No amor, que também ama a lógica, depois do começo e do meio vem o fim. Tempo em que ele se arrasta entre migalhas, restos e sobras. Como o guaraná que perde o gás, a cerveja que esquenta, a goiaba que passa do tempo e deixa a casa inteira com cheiro de quintal, é certo que o amor também acaba como começou. Do nada. Em nada, como uma estranha sombra pálida e triste, sinal agudo de que seu tempo já foi e de que é hora de seguir em frente para, tomara Deus seja logo, começar tudo de novo e de novo outra vez.

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